Blog Marketing Thoughts

As Marcas que nos comandam

Posted on Nov 22, 2017

As Marcas que nos comandam

No final de mais um ano, em que o mundo vai conhecendo transformações constantes na forma de inovar, gerir e comprar é importante fazer um balanço à performance das marcas mundiais mais fortes, por forma a retirar algumas ilações sobre as boas e más práticas empresariais e de marketing. Segundo a Interbrand, a Apple lidera o ranking das 100 marcas mais valiosas pelo 5.º ano consecutivo, valendo acima de 184 000 milhões de dólares (M$), seguida da Google com 141.000 M$ e da Microsoft com perto de 80.000 M$. Este pódio vem confirmar duas grandes tendências no que diz respeito à Criação de Valor para o mercado: a orientação para a marca e mercado das empresas norte americanas e o crescimento imponente das empresas da área tecnológica. Na verdade, das 20 marcas mais valiosas, 14 são norte americanas, representando variados sectores de actividade, desde informática, tecnologia, alimentação, desporto, entretenimento ou energia. Tem sido assim ao longo do tempo, cada vez mais tomando o lugar de marcas, que outrora constavam deste quadro pelas melhores razões, como era o caso da Nokia, que há 10 anos, se encontrava entre as 5 marcas mais valiosas, relegando a Apple para o 33º lugar ou a Amazon para 62ª. Numa altura em que a Google e Facebook não constavam da lista. Por outro lado, as empresas das áreas tecnológicas têm dominado o ranking, bem como as taxas de crescimento do valor das marcas, com uma presença de 8 marcas nas top 20, nas quais o Facebook regista um crescimento impressionante de 48%. No ranking total encontramos 15 tecnológicas, sendo de registar pelo 3º ano consecutivo a presença de duas marcas chinesas, a Huawei e a Lenovo. Um dos principais destaques provém da Amazon que tem crescido de forma verdadeiramente impressionante nos últimos 10 anos – http://interbrand.com/best-brands/best-global-brands/2017/ranking/amazon/ , mais do que decuplicando o seu valor, valendo aproximadamente 65.000 M$, obtendo o 5º lugar e estando em vias de destronar a mítica Coca Cola, que teima em permanecer num honroso 4º lugar, 130 anos volvidos desde a sua criação. O percurso da Amazon em 2017 é estonteante. Para além da recente compra da Whole Foods, que é a maior rede norte americana de supermercados de produtos naturais, pelo valor estrondoso de 13.700 M$, das inovações na distribuição através do Amazon Fresh – https://www.youtube.com/watch?v=3Qge56XV2_A, dos métodos de pagamento sem caixa com a Amazon Go, https://www.youtube.com/watch?v=NrmMk1Myrxc ou das entregas e serviço ao domicílio com a Amazon Key https://www.youtube.com/watch?v=wn7DBdaUNLA,...

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Marketing do Turismo em Portugal: consistência e coerência

Posted on Oct 27, 2017

Marketing do Turismo em Portugal: consistência e coerência

Como em qualquer sector, os “gulosos” do turismo acabarão. Sobreviverão aqueles que pensarem mais nos clientes do que na demonstração de resultados. Falar de turismo em Portugal e da sua importância quase se tornou num cliché. Pelo seu contributo positivo para as contas nacionais, pelo glamour que as principais cidades estão a criar e, sobretudo, pela transformação ocorrida nas unidades turísticas, restauração e demais diferenciações da oferta. As praias estão cheias, os hotéis esgotados, os aeroportos a abarrotar e em muitos locais mal se ouve falar português. Perspetiva-se que 2017 seja um dos melhores anos de sempre para o sector, que pode superar 21 milhões de turistas, crescendo assim cerca de 10% face ao ano anterior, o dobro da taxa de crescimento ocorrida em Espanha. Por ordem de receitas destacam-se os franceses, que já superam ingleses, espanhóis e alemães, respetivamente. Como curiosidade, refira-se que Portugal tem praticamente o triplo de turistas do Brasil. De facto, os dados disponíveis são impressionantes e revelam que Portugal tem superado a concorrência, não só porque muitos turistas deixaram de viajar para os países do Magreb ou para a Turquia e Egipto, por força da instabilidade político-económica, mas também pela ação correta e concertada das entidades oficiais e agentes do sector. Todavia, terá sido o efeito passa palavra e o fenómeno das redes sociais, que têm sido particularmente bem aproveitados. Para se ter uma ideia da dimensão deste fenómeno é muito interessante verificar que as receitas geradas pelo turismo em Lisboa, que representam 3.500 milhões de euros são praticamente o dobro daquelas que são geradas por todas as exportações do sector do calçado, ele mesmo exemplo de sucesso. Felizmente, parecem já estar esquecidos todos os erros cometidos no início deste século, com estratégias que conduziram a fracassos de investimento em quase todas as regiões e que faziam do golf o principal foco para gerar receitas, sendo quase uma obsessão capitalizar o turismo de luxo, como se fosse esse o posicionamento do país. Quem não se lembra dos Allgarve’s, Ryder Cup´s, Flóridas da Europa, TopTen’s…? Hoje, felizmente, o paradigma é outro. O país é visitado por todas as faixas etárias, por todas as classes económicas, que visitam muitos locais e que procuram Portugal por muitas e variadas razões. A oferta hoteleira e a restauração reinventaram-se, o cuidado na proteção da beleza das cidades ganhou protagonismo, os eventos culturais, musicais, empresariais multiplicaram-se…. Portugal consegue finalmente capitalizar...

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O imperativo do Marketing Digital em mercados B2B

Posted on Oct 10, 2017

O imperativo do Marketing Digital em mercados B2B

O avanço do fenómeno digital no marketing das empresas que operam em mercado B2C tem sido amplamente divulgado e reconhecido como uma ferramenta essencial para reforçar a proposta de valor das marcas e, enquanto consumidores, todos usufruímos das facilidades introduzidas nos processos de comunicação e de compra. Mas também há um mundo novo nos mercados B2B, onde encontramos empresas que exploram da melhor forma todas as potencialidades das armas digitais no contacto com clientes, geração de leads e vendas. Porém, este retrato é apenas abraçado pelas empresas que têm uma visão holística do mercado e a consequente visão estratégica, orientada para o cliente. Ora, ainda persiste a ideia de que o marketing digital não é tema que diga respeito aos mercados B2B, sobretudo por se tratarem de áreas de negócio com maior grau de complexidade no processo de compra. Por outro lado, para algumas empresas, o marketing digital ainda é insípido porque se torna difícil utilizar uma linguagem que permita a comparação de produtos B2B online. Nada de mais errado. Na realidade, os clientes de mercados B2B recorrem de forma natural aos canais digitais, como forma de conhecerem as melhores ofertas, comparando-as, com vista a uma tomada de decisão mais acertada. Para além de forças de vendas robustas e tecnicamente especializadas, as empresas B2B necessitam de fazer o equilíbrio e a complementaridade com os canais digitais, porque precisam de ambos. Um recente estudo da McKinsey aplicado a 1.000 clientes em quatro países, revela ser crucial que os fornecedores de soluções B2B possuam canais digitais eficazes, sobretudo no momento da primeira compra. De acordo com esta pesquisa, 76% consideram importante poder interagir com a Força de Vendas na procura de um novo produto ou serviço, mas no ato da recompra este valor cai para 50% e para 25% em compras sucessivas. Parece ser evidente que o processo de confiança na operação digital cresce a partir da primeira compra, ao inverso da necessidade de interagir com a Força de Vendas, independentemente da complexidade do sector ou do negócio. Segundo este trabalho, quase metade dos clientes prefere executar a operação online, caso se comprove que o processo é eficiente e eficaz. Todavia, este facto ainda é contrariado pelos dados reais, nos quais essa via é explorada em, apenas, 10% dos casos. Tal como em B2C, a forma como a operação digital decorre, no que respeita à segurança, eficácia e rapidez, determina a sua procura numa segunda oportunidade....

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Amazon: Primeiro, saltar para fora do ecrã. Depois, tudo!

Posted on Sep 26, 2017

Amazon: Primeiro, saltar para fora do ecrã. Depois, tudo!

A Amazon, maior retalhista mundial online com vendas a roçar os 140 mil milhões de dólares em 2016, conhecida por se ter especializado em vender “qualquer coisa debaixo do Sol”, tem um modelo de negócio assente na confiança e rapidez na entrega. Desde artigos eletrónicos, a joelharia, roupa, pasta de dentes ou brócolos, a Amazon coloca no mercado cerca de 150 milhões de produtos em cerca 40 categorias. Mas olhando para o mercado online, a Amazon constata que, cada vez mais, se trata de um negócio hipercompetitivo e de baixas margens (cerca de 3%), onde a grande atratividade é assente na enorme rotação de compra, fruto de ser pioneira e com uma marca altamente reputada. É neste contexto que se dá a recente aquisição da Whole Foods pela Amazon no valor de 13,7 mil milhões de dólares e que pode vir a transformar por completo a forma de organização do retalho, seja nas dinâmicas de ponto de venda, no processo ou na gestão. Que é o mesmo que dizer que poderá contribuir diretamente para a alteração do comportamento do consumidor do futuro. A Amazon jamais havia realizado uma operação de aquisição desta dimensão (a Zappos.com tinha sido até agora a aquisição mais avultada no valor de 850 milhões de dólares em 2009) e, de uma assentada, torna-se num dos top 5 do retalho alimentar mundial. Este ato estratégico da Amazon vai na direção contrária da maioria das empresas, que passaram a estar presentes online, depois de terem provado a sua maturidade offline. No entanto, há fortes razões para o ter feito e que vão muito além de se tratar de um negócio com uma rentabilidade ligeiramente superior ao online (cerca de 5%), num valor global de 800 mil milhões de dólares. O impacto imediato na gestão do seu portefólio permitiu-lhe adicionar 1000 itens à Amazon.com e contribuir para uma descida de preços de, aproximadamente, 15% nas lojas Whole Foods, colmatando uma das principais lacunas da empresa. Com esta operação, a Amazon alarga claramente a sua cadeia de valor e assegura a dupla faceta da presença online e física, numa complementaridade que se vai tornando obrigatória. O puzzle que já vinha traçando com a Amazon Fresh (permitindo o pick up de mercearias em diferentes pontos de entrega) e com o Amazon Go, otimizando todo o processo de pagamento na loja e acelerando o ato de compra, torna-se agora mais composto, mas longe de estar completo. O negócio mais recente consiste na parceria com a plataforma Olo,...

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A Marca das Cidades: a dupla faceta do bairro 101

Posted on Sep 4, 2017

A Marca das Cidades: a dupla faceta do bairro 101

O marketing das cidades, o seu ciclo de vida e a importância da região enquanto marca é um tema cada vez mais relevante no contexto de sociedades, cada vez mais globais, onde os fluxos migratórios são uma constante e, nos quais, o turismo assume um particular relevo. Tal como há regiões que são desconhecidas (ex. Moldávia é o país menos visitado na Europa), outras que conheceram um glamour que já não têm (ex. algumas regiões da Riviera Francesa ou da Costa Italiana), outras entraram em profundo declínio por razões económicas (ex. Detroit, Baltimore ou St Louis), ou políticas (ex. Beirute, Damasco, Túnis ou Cairo), também existem cidades que prosperam como nunca, e disso temos os exemplos de Lisboa, Porto, Algarve, Madeira, Açores ou Nazaré, entre outros. É o que também acontece na Islândia e, em particular, com Reykjavík. Fruto do atrativo de imensos fenómenos naturais únicos, que junta a aurora boreal, aos glaciares, geysers, fiordes, etc… a paisagens indescritíveis e a um dialeto impronunciável, a Islândia tornou-se um local muito procurado nos últimos anos. Com a criação de um ambiente moderno propício à descontração e aventura, destacam-se algumas marcas que apelam às características atrás citadas, como as marcas de roupa Icewear e 66º North (relativa à sua latitude) com o curioso claim “Waiting for Summer since 1926”. Da dificuldade da pronúncia promovem-se as marcas Eyjafjallajokull (referente a um dos glaciares mais conhecidos) e é comum ler-se em vários produtos a designação Ég tala ekki íslensku (Eu não falo islandês). Em pequenos detalhes, a Islândia tem procurado tornar-se numa marca com glamour. No país vivem 332 000 pessoas, das quais 122 000 habitam em Reykjavík (equivalente à população de Almada, Coimbra ou Funchal). Mas os números relativos ao turismo são devastadores: em 2012, a cidade foi visitada por 673 000 turistas, em 2016 atingiu 1 800 000 visitantes e crê-se que no final deste ano terão visitado a cidade 3 milhões de pessoas. A pergunta que mais se coloca entre os locais é a de como é possível dar resposta a um fluxo turístico que representa quase 25 vezes a população residente e que não tem capacidade para receber mais do que 1 milhão. Este crescente apetite pelo conhecimento do país, tem tornado a capital “demasiado turística”, com alguma “perda de valores culturais nacionais”, segundo os residentes, dando uma imagem que não representa o dia a dia do modo de vida islandês, sobretudo no centro da...

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A hora do marketing do turismo em Portugal

Posted on Aug 21, 2017

A hora do marketing do turismo em Portugal

Falar de turismo em Portugal nesta altura do ano quase se tornou num cliché, pelo seu contributo positivo para as contas nacionais, pelo glamour que as principais cidades estão a criar e, sobretudo, pela transformação ocorrida nas unidades turísticas, restauração e demais diferenciações da oferta. As praias estão cheias, os hotéis esgotados, os aeroportos a abarrotar e, em muitos locais, mal se ouve falar português. Existe a expectativa de que 2017 seja um dos melhores anos de sempre para o setor, que pode superar 21 milhões de turistas, crescendo assim cerca de 10% face ao ano anterior, o dobro da taxa de crescimento ocorrida em Espanha. Por ordem de receitas, destacam-se os franceses, que já superam ingleses, espanhóis e alemães, respetivamente. Como curiosidade, refira-se que Portugal tem praticamente o triplo de turistas do Brasil. De facto, os dados disponíveis são impressionantes e revelam que Portugal tem superado a concorrência, não só porque muitos turistas deixaram de viajar para os países do Magreb ou para a Turquia e Egito, por força da instabilidade político-económica, mas também pela ação correta e concertada das entidades oficiais e agentes do setor. Todavia, terá sido o efeito passa-palavra e o fenómeno das redes sociais que têm sido particularmente bem aproveitados. Para se ter uma ideia da dimensão deste fenómeno, é muito interessante verificar que as receitas geradas pelo turismo em Lisboa, que representam 3.500 milhões de euros, são praticamente o dobro daquelas que são geradas por todas as exportações do setor do calçado, ele mesmo exemplo de sucesso. Felizmente, parecem já estar esquecidos todos os erros cometidos no início deste século, com estratégias que conduziram a fracassos de investimento em quase todas as regiões e que faziam do golfe o principal foco para gerar receitas, sendo quase uma obsessão capitalizar o turismo de luxo, como se fosse esse o posicionamento do país. Quem não se lembra dos Allgarve’s, Ryder Cup´s, Flóridas da Europa, TopTen’s…? Hoje, felizmente, o paradigma é outro. O país é visitado por todas as faixas etárias, por todas as classes económicas, que visitam muitos locais e que procuram Portugal por muitas e variadas razões. A oferta hoteleira e a restauração reinventaram-se, o cuidado na proteção da beleza das cidades ganhou protagonismo, os eventos culturais, musicais, empresariais multiplicaram-se…. Portugal consegue, finalmente, capitalizar um conjunto de marcas autónomas que são fortíssimas, a começar por Lisboa, que já supera o número de turistas do Algarve e que...

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