O fenómeno do marketing digital e das redes sociais tem dado origem a uma nova revolução no comportamento dos consumidores, nas nas empresas e levantando dúvida sobre a interacção com o mercado.

A opção pelo Marketing Digital tornou-se essencial por três factores diferenciadores: maior acessibilidade, menor investimento absoluto e maior controlo de resultados. Estes factos provocam crescimentos exponenciais no número de players que operam no sector, geram infinitas aplicações móveis e promovem a capacidade de gerar quantidades astronómicas de informação que permitem conhecer o mais pequeno detalhe dos perfis de clientes.

Desde que a Rádio nasceu, foram precisos 38 anos para atingir 50 milhões de ouvintes; no surgimento da Televisão apenas 13 anos foram necessários para atingir o mesmo número de espectadores; em apenas 10 anos da era Mobile chegou-se a 3,4 mil milhões de utilizadores. Nunca outro fenómeno social conheceu tamanha progressão geométrica e hoje, 70% da população mundial opera em mobile e este ocupa 96% do tráfego online.

Neste contexto revolucionário colocam-se algumas questões obrigatórias no mundo do Marketing Digital (e que sempre foram essenciais no Marketing tradicional): Quando é que o cliente quer ser contactado? Por que Marcas? Com que intensidade? Com que argumentos?

Todos sabemos que hoje é possível tratar uma enorme quantidade de informação (Big Data) e trabalhá-la para definir perfis de consumidores e optimizar todo o processo de segmentação de mercado. E esse trabalho já é realizado pelos mais diversos sectores de actividade.

Ainda assim, não chega ter um modelo igual, se for estático. Será necessário garantir que todas as fases deste processo estão interligadas, por forma a poder responder a diferentes sinais dos clientes.

As marcas necessitam implementar técnicas de segmentação mais granulares para poderem ser mais eficazes: desde o RFM (Recency, Frequency, Monetary), FRAC (Frequency, recency, amount and category) ou NPS (Net Promote Score), a algoritmos mais eficazes.

PARA QUALQUER NEGÓCIO COM UMA BASE DE CLIENTES ALARGADA, O SUCESSO DE UM PROCESSO DE SEGMENTAÇÃO DE MERCADOS PASSARÁ POR:

DATA: CONSTRUIR BASES DE DADOS COM UMA VISÃO DE 360º DOS CLIENTES EM TEMPO REAL.
DECISÃO: IDENTIFICAR E ALINHAR OS DIFERENTES SINAIS QUE SÃO VEICULADOS PELOS CLIENTES AO LONGO DO CUSTOMER JOURNEY.
DESENHO: CRUZAR A INFORMAÇÃO PARA ENCONTRAR AS MENSAGENS CERTAS, DOS PRODUTOS CERTOS NO MOMENTO CERTO.
DISTRIBUIÇÃO: COMUNICAR E AVALIAR RESULTADOS DA INTERAÇÃO COM CLIENTES, AFINANDO A BASE DE DADOS.Neste contexto, é pouco eficaz que muitas empresas ainda optem por enviar mensagens via sms ou email que são idênticas para qualquer cliente da base de dados. Porque, mais do que comunicar, é preciso envolver.

Hoje, um dos principais desafios da comunicação de marketing empresarial consiste em trabalhar a quantidade de informação (Big Data) e transformá-la em informação de qualidade (Small Data).

Não há uma verdade absoluta sobre clientes em nenhum mercado. Há vários sinais de fumo. E são todos reais!

in https://www.economiaemercado.co.ao/artigo/a-verdade-do-small-data

Published On: Fevereiro 15, 2024 /