Já aqui falámos sobre a importância para a credibilidade do Marketing do facto de ser necessário explicar os impactos dos seus investimentos. Nas empresas é cada vez mais assim e nas acções de domínio público sê-lo-á mais cedo ou mais tarde.

O Algarve é uma região internacionalmente reconhecida, sobretudo no espaço europeu, conforme comprova qualquer estudo de mercado sobre notoriedade de marcas de regiões. Não tem a força da notoriedade espontânea de outros espaços turísticos com maior dimensão, prestígio (da região e do país) e posicionamento geográfico mais central, mas tem um nome próprio e uma marca bem identificada e facilmente perceptível e transmissível. E essa marca é Algarve, não Allgarve (sobretudo com pronúncia inglesa).

É verdade que no que diz respeito à imagem percebida, seguramente não compete com outras regiões turísticas no espaço europeu ou mundial, mas são inegáveis as melhorias da última década ao nível de infra-estruturas, organização de eventos e qualidade no acolhimento. Tem sabido demonstrar em diversos domínios a sua capacidade empreendedora e inovadora, designadamente ao nível cultural, com especial mérito para a acção municipal. Constitui, por isso, um local de referência para diferentes públicos-alvo, onde por exemplo encontramos o mercado sénior inglês ou os amantes de golfe do norte da Europa.

Se é este o contexto, está na altura de perguntar qual foi o retorno do investimento na marca Allgarve. Em que medida é que mais um “L” reforçou os índices de notoriedade, imagem, etc.. Era conveniente que todos soubéssemos esses resultados, comparativamente com o investimento na marca, para podermos aferir se estamos perante um case study positivo ou negativo.

Pude recolher algumas recomendações de férias de revistas e jornais internacionais e seleccionei o exemplo do Finantial Times para evidenciar que, para o mundo, Algarve se escreve com um “L”. Posiciona o Algarve para um turismo de qualidade e, mais interessante do que tudo, é que a palavra Portugal ou portuguese não constam do anúncio. Porque não é preciso!

Este exemplo revela uma coisa muito simples: Algarve é uma marca forte, tradicional, independente e com estatuto de personalidade própria.

Partilho a ideia de que as marcas que são fortes e apetecíveis se devem manter e reforçar, de forma a não serem canibalizadas por outras mais débeis, apenas porque é preciso dar sinais de modernidade.

Marketing são resultados e factos e por enquanto “L” é melhor e maior que “XL”.

Livro recomendado – In search of the obvious – Jack Trout

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Published On: Agosto 19, 2011 /